Search

-----------------
English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
Mostrando postagens com marcador Posts Diversos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Posts Diversos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Vale a pena fazer o root de um smartphone Android? Fazer o root de um aparelho com o sistema operacional da Google é uma das maneiras de melhorar bastante o desempenho do smartphone, mas pode inutilizar o aparelho.

Se você já conversou com um usuário do iPhone, provavelmente você já ouviu falar do jailbreak, uma alteração no iOS que permite os usuários utilizar várias funções que a Apple, em acordo com as operadoras ou por decisão própria, preferiu manter fora do seu equipamento.
De certa forma, o root (raiz) de um dispositivo com Android é semelhante ao jailbreak do iPhone, tanto no aumento das possibilidades do aparelho quanto no quesito legal, já que ambos os processos podem anular a garantia do aparelho.
Android
Além disso, existe uma pequena possibilidade de algo dar errado, e seu telefone parar de funcionar. Portanto, um alerta desde o começo: se você desejar o poder liberado com o root, faça-o por sua própria conta e risco! O Baixaki não se responsabiliza por danos que, porventura, acontecerem ao seu aparelho Android por uma tentativa frustrada de obter o superusuário.

Superandroid

Aplicativos que exigem root no Android MarketApesar de existir um pequeno risco, tomar as rédeas do sistema operacional do seu telefone tem vantagens significativas e, ao seguir o processo corretamente, as chances de algo dar errado são realmente muito baixas.
Para entender melhor o que significa ter um telefone “rootado”, basta se lembrar da diferença entre um usuário normal e um administrador no Windows, ou o uso do comando sudo no Linux. As permissões e capacidades desses usuários permitem a alteração de configurações avançadas que usuários normais nem desconfiam que existem.
Como você descobrirá ao longo deste artigo, as permissões do superusuário melhoram o desempenho do telefone e oferecem novas possibilidades de utilização.

Android turbinado

Alguns aplicativos exigem que o telefone seja “rootado” para que funcionem no Android. Entre estes, alguns dos mais comuns são os que envolvem o overclocking do smartphone.
Estes softwares alteram a maneira com que processador e memória são acessados, e, portanto, pode aumentar ou diminuir a velocidade de processamento dos eventos do Android.
Se o usuário precisa de maior velocidade, é possível determinar condições ótimas de funcionamento, melhorando consideravelmente o desempenho do aparelho. Da mesma forma, se a intenção for uma maior conservação da carga na bateria, basta limitar a oferta de recursos do sistema.

Internet para todos

Ok, os usuários da versão 2.2 do Android não devem considerar isso uma grande vantagem, já que o Froyo tem a capacidade de compartilhar a conexão do telefone por Wi-Fi ou USB como padrão, mas quem ainda não recebeu a atualização em seu aparelho pode transformar seu smartphone em modem ou hotspot facilmente depois do root.
Para isso existem vários aplicativos, como o Barnacle Wi-Fi Tether ou o WiFi Tether disponíveis no Android Market, que transformam aparelhos com versões anteriores do Android em pontos de acesso à internet.

ROMs alternativas

Uma das grandes diferenças entre um telefone “rootado” e outro sem as permissões do superusuário é a possibilidade de utilizar versões adaptadas do Android. Como o sistema da Google é de código livre, desenvolvedores no mundo todo têm acesso à programação e podem desenvolver alterações personalizadas para os aparelhos.
Motoblur
Pense em versões livres e independentes dos fabricantes de sistemas como o Motoblur da Motorola ou o HTC Sense. Algumas melhorias de interface, aplicativos padrão diferentes e mudanças no gerenciamento de recursos do telefone são as principais características dessas ROMs.

Infinitas possibilidades

Além do overclocking, da conexão compartilhada e das ROMs alternativas, existem vários softwares – no Android Market ou obtidos diretamente dos desenvolvedores – que funcionam apenas em telefones com permissão de superusuário.
Por exemplo, o drocap2 permite a captura de telas sem necessitar do computador; outros programas oferecem funcionalidades estendidas para o dispositivo. Backup, controle de cache e até mesmo facilidades para reiniciar e restaurar o aparelho fazem parte do rol de possibilidades ofertados pelo root.

Buscando as raízes

Como dito anteriormente, fazer o root de um Android pode causar mais problemas do que oferecer vantagens. Existem vários casos documentados pela internet de ambos os fatos, com óbvia vantagem para os usuários que foram bem sucedidos.
Ainda assim, o Baixaki renova o alerta de que liberar o acesso ao superusuário do seu telefone é uma escolha sua, e que não nos responsabilizamos se, porventura, você se torne um dos poucos azarados que inutilizou um smartphone ao tentar fazer o root.
Sua coragem não sumiu? Então preste atenção em como fazer para abrir esse novo mundo de possibilidades em seu Android.
Uma ressalva, entretanto. Ambos os modos de acessar o superusuário descritos a seguir não influenciam a instalação de ROMs alternativas, por não abrir o acesso ao “bootloader” (aplicativo responsável pela inicialização do Android).
Assim, fazer o root por qualquer um desses processos – em teoria – não invalida a garantia do seu aparelho, apesar de ainda poder causar alguns problemas de utilização.

Direto no Android

Existe uma maneira de fazer o root do seu Android direto no telefone, e ao contrário da maioria dos processos que você encontra na internet, neste caso é possível também limpar o acesso ao superusuário.
Para isso, você deve permitir que seu telefone instale aplicativos obtidos fora do Android Market. Para tanto, basta acessar as configurações do aparelho na seção Aplicativos e acionar o comando “Fontes desconhecidas”. Com isso, é possível instalar programas com extensão APK. Para mais detalhes, consulte o tutorial sobre instalação de aplicativos no Android.
O próximo passo é baixar e instalar o Universal Androot, que você pode obter clicando neste link. Depois de transferir o arquivo para o SD do smartphone, instale o programa normalmente.
Fazendo o root no Milestone, via Universal Androot
Acione o Universal Androot a partir do menu de aplicativos do Android e libere o acesso root tocando no botão “Root :-)”. Caso queira reverter o processo em algum momento – quando vender o aparelho para comprar seu próximo Android, por exemplo – basta ativar o software novamente e acionar o comando “Unroot :-(“..

Pelo computador

Outra maneira fácil e conhecida de liberar o acesso ao superusuário do Android é através do PC. Para isso é necessário a instalação do SuperOneClick, que irá criar o root no aparelho.
Este aplicativo só está disponível – por enquanto – para Windows e, assim, usuários Mac e Linux deverão encontrar uma maneira de rodar o ambiente da Microsoft para aplicar esta alteração em seus aparelhos.
Depois de instalar o SuperOneClick, conecte o smartphone ao computador pelo cabo USB, e desative a montagem do cartão.
SuperOneClick
Voltando ao PC, inicie o SuperOneClick e acione o botão “Root”, do topo da interface. Uma série de textos serão exibidos na parte inferior da tela do aplicativo, informando os processos realizados pelo programa. Assim que o Android estiver rootado, um diálogo “Device is rooted” será exibido.

O superusuário

Cada aplicativo tem um sistema diferente de exibir as configurações e outros elementos do usuário root.
Superuser e configurações avançadas
Para acessar essas informações, no menu de aplicativos do Android, procure por ícones que não estavam lá antes, normalmente com legendas como “Superuser”, “SU Whitelist” e “Root user”. Esses nomes variam de aparelho para aparelho, e também dependem do processo usado para liberar o superusuário.
Independente disso, todos aqueles aplicativos mencionados anteriormente que exigem root agora já são utilizáveis no seu smartphone. Aproveite!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

TV Escola e TV Brasil promovem série que aborda o Pibid


O Programa Institucional de Bolsas de iniciação à Docência (Pibid) é um dos temas abordados pela série Educação e Investigação Científica, uma realização da TV Escola com a TV Brasil, que vai ao ar esta semana. A série pretende discutir a importância de se investir em educação e ciência para o desenvolvimento nacional.

Ao total, serão cinco programas transmitidos pela TV Escola entre os dias 4 e 8 de outubro, às 19h e reprisado na TV Brasil, às 5h50 do dia seguinte. A formação inicial de professores, abordada na série com o exemplo do Pibid, é um dos exemplos de investimento em educação, com a promoção de parcerias entre universidades e escolas e o incentivo a novas pesquisas.

Assista a TV Escola e acesse a TV Brasil. Em diversas localidades do Brasil, as emissoras estão disponíveis como canais abertos.

Pibid

O Pibid é uma iniciativa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) que oferece bolsas aos estudantes de licenciatura para a valorização do magistério. A edição 2009 do Pibid aprovou projetos de 89 instituições, totalizando 506 subprojetos.

Um dos objetivos do programa é a elevação da qualidade das ações acadêmicas voltadas à formação inicial de professores nos cursos de licenciatura das instituições públicas de educação superior, assim como a inserção dos estudantes de licenciatura no cotidiano de escolas da rede pública de educação, o que promove a integração entre educação superior e educação básica.

Outra finalidade é proporcionar aos futuros professores a participação em experiências metodológicas, tecnológicas e práticas docentes de caráter inovador e interdisciplinar e que busquem a superação de problemas identificados no processo de ensino-aprendizagem. A iniciativa também visa incentivar as escolas públicas de educação básica a tornarem-se protagonistas nos processos formativos dos estudantes das licenciaturas, mobilizando seus professores como co-formadores dos futuros professores.

Saiba mais sobre o Pibid.

(Capes)

Escolas e colegas são hostis a alunos e alunas homossexuais, aponta pesquisa


As escolas brasileiras são hostis aos homossexuais e o tema da sexualidade continua sendo pouco discutido nas salas de aula. Essas são as principais constatações da pesquisa Homofobia nas Escolas, realizada em 11 capitais brasileiras pela organização não governamental Reprolatina, com apoio do Ministério da Educação.

"A homofobia é negada pelo discurso de que não existe estudantes LGBT [lésbicas, gays, bissexuais e travestis] na escola. Mas quando a gente ia conversar com os estudantes, a percepção, em relação aos colegas LGBT, era outra", contou uma das pesquisadoras, Magda Chinaglia.

Parte dos dados, com destaque sobre a situação na cidade do Rio, foi divulgada hoje (4), na própria capital. Os dados completos, com informações sobre a visita a 44 escolas de todas as regiões do país e trechos de 236 entrevistas feitas com professores, coordenadores de ensino, alunos do 6º ao 9º ano, além de funcionários da rede, devem ser divulgados até o final do ano.

De acordo com a pesquisa, os homossexuais são bastante reprimidos no ambiente escolar, onde qualquer comportamento diferenciado "interfere nas normas disciplinares da escola". "Ouvimos muito que as pessoas não se dão ao respeito. Então, os LGBT têm que se conter, não podem [se mostrar], é melhor não se mostrarem para serem respeitados", contou a pesquisadora.

No caso dos travestis, a situação é mais grave. Além da invisibilidade, fenômeno que faz com que os alunos e as alunas homossexuais não sejam reconhecidos, nenhuma escola autorizava o uso do nome social (feminino) e tampouco o uso do banheiro de mulheres. "Os travestis não estão nas escolas. A escola exige uniforme, não deixa os meninos usarem maquiagem. Os casos de evasão [escolar] são por causa dessas regras rígidas", explicou Magda.

De acordo com a vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT, Marjorie Marchi, que assistiu à divulgação dos dados, é principalmente a exclusão educacional que leva muitos travestis à prostituição. "Aquele quadro do travesti exposto ali na esquina é o resultado da falta da escola. Da exclusão", disse.

Em relação à educação sexual, os professores alegam que o tema não é muito discutido porque as famílias podem não aprovar a abordagem. "Existe um temor da reação desfavorável das famílias, Mas isso é o que eles [os professores] dizem", afirmou Magda. "Os estudantes não colocam a família como um problema. Aqui, cabe outra pesquisa para saber se as famílias interferem", completou.

A pesquisa não analisou especificamente os casos de violência, embora os especialistas tenham citado a ocorrência de brigas motivadas pela orientação sexual da vítima e colhido inúmeros relatos de episódios de homofobia. O objetivo é que o documento auxilie estados e municípios a desenvolver políticas públicas para essa população.

"As pessoas estão sendo agredidas diuturnamente dentro das escolas, em todas as capitais. A educação é um direito. Não pode ser [a violência contra homossexuais na escola]. Presenciamos um menino sendo espancado e sendo chamado de 'veadinho'. Estamos falando de escolas de 6º ao 9º", destacou a pesquisadora.

No Rio, as secretarias estaduais de Assistência Social e de Educação trabalham juntas num projeto de capacitação de professores multiplicadores em direitos humanos com foco no combate à homofobia. A meta é capacitar cerca de 8 mil dos 75 mil professores da rede até 2014.

(Agência Brasil)

Universalizar educação básica requer 1,9 milhão de novos professores até 2015, estima Unesco


Até 2015, 99 países vão precisar de mais 1,9 milhão de professores em sala de aula para conseguir universalizar a educação básica. Mais da metade desses profissionais precisarão ser contratados apenas na África Subsaariana. A estimativa é da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que criou o Dia Mundial do Professor, comemorado hoje (5), para lembrar a importância desse profissional.

O tema das comemorações deste ano é A Reconstrução Começa pelos Professores. A intenção é destacar o papel crucial que os educadores desempenham em áreas que estão em situação de emergência, em momentos pós-conflitos e de crise social, econômica ou humanitária.

Além da África Subsaariana, a Unesco alerta que países de outras regiões deverão enfrentar um déficit de professores em função do aumento do número de estudantes. Entre elas estão a Europa Oriental, América do Norte, as regiões Sul e Oriental da Ásia e os estados árabes. A entidade não tem dados sobre o Brasil.

A Unesco vai realizar diversos eventos em todo o mundo para lembrar a data. Um deles é uma exposição virtual em homenagem aos professores que está disponível no site da entidade em três línguas.

(Agência Brasil)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Google maps in Brazil

O Brasil entrou nesta quinta-feira nos mapas do Google Street View. O serviço permite que internautas passeiem virtualmente pelas ruas das cidades vendo os prédios como se estivessem na calçada. Estão disponíveis no site imagens das regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, entre outras.

Para utilizar o serviço, basta acessar o site maps.google.com, digitar o endereço desejado e arrastar o boneco amarelo que aparece do lado esquerdo da tela para a rua por onde pretende passear virtualmente.

No total, são 51 cidades agraciadas, entre as regiões metropolitanas das capitais e cidades históricas de Minas Gerais - Congonhas, Mariana, Tiradentes, Diamantina, São João Del Rei e Ouro Preto.

Para colocar o serviço no ar foram meses percorrendo as ruas dessas cidades com carros e bicicletas equipados com câmeras especiais. As imagens então precisaram ser tratadas e montadas formando os mapas contínuos.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Lógica da aprendizagem ainda é distante da realidade das crianças, diz representante da Unesco


Mais de mil educadores estão reunidos em Fortaleza para discutir o atual modelo de educação e pensar em novas formas de ensinar crianças e jovens. O debate é inspirado na obra do filósofo e sociólogo francês Edgar Morin, que falou ontem (21) para uma plateia entusiasmada.

Morin defende que é preciso mudar a forma de ensinar para que seja possível enfrentar os atuais desafios do mundo. Ele critica a fragmentação do conhecimento em disciplinas e a falta de conexão do aprendizado com a realidade.

Esse conceito também é compartilhado pela Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que promoveu o evento em Fortaleza em parceria com a Universidade Estadual do Ceará (Uece).

O representante da Unesco no Brasil, Vincent Defourny, aponta que todo o mundo está pensando na reforma dos sistemas de ensino, mas que a tarefa é mais fácil em locais como o Brasil, onde o modelo de educação que atenda às atuais necessidade do país ainda está em construção. Em entrevista à Agência Brasil, Defourny afirma que é preciso buscar uma escola que reflita a realidade dessa geração.

Agência Brasil:
A obra de Edgar Morin indica que é necessário transformar o ensino para que crianças e jovens possam enfrentar os atuais desafios do mundo. Como isso se aplica de forma prática na escola?
Vincent Defourny: Para que o pensamento de Morin seja realidade é preciso um conjunto de coisas. É necessária uma transformação profunda na forma de ensinar, na forma de trabalhar na escola, na interação com a comunidade. E como se faz isso exatamente? É importante motivar os educadores a imaginar coisas a partir dos sete saberes de Morin, aprender a lidar com a criatividade, com as incertezas, com as conexões múltiplas do ensino com o mundo. Acho que dá para fazer muitas coisas já no marco da grade curricular e nas atividades extraclasse. Mas colocar o pensamento de Morin em prática, ao pé da letra, é uma revolução.

ABr: Morin critica a fragmentação excessiva do conhecimento e defende que o ensino deve fazer a conexão entre as várias disciplinas para que o aprendizado faça mais sentido. Como transformar isso, já que no Brasil temos um currículo bastante fragmentado?
Defourny: O caminho disciplinar que foi desenvolvido por Descartes, de dividir para trabalhar melhor, deu certo e ajudou muito para que se tivesse um conhecimento mais avançado em cada área. Mas hoje é muito interessante ver que os pesquisadores de ponta em cada uma de suas especialidades dizem que precisamos conectar aquele conhecimento bem específico com questões neurológicas ou do meio ambiente. Temos que ter uma dialógica: ao mesmo tempo ter o conhecimento disciplinar e o transdisciplinar. O importante é desenvolver a habilidade de ter um conhecimento preciso, forte e rigoroso, mas ser capaz de conectar.

ABr: Hoje o ensino nas escolas não está muito descontextualizado e distante da realidade do aluno?
Defourny: De forma geral, acho que a lógica da aprendizagem é bastante longe da realidade dos jovens e das crianças. Precisamos olhar mais para a complexidade da realidade e da vida para ter a capacidade de analisar. Seria muito interessante desenvolver um trabalho em sala de aula a partir da novela ou do videogame que a criança brinca. São elementos que fazem parte da vida dela, mas que ao mesmo tempo daria para fazer reflexões, trabalhar o conhecimento científico e as opiniões.

ABr: Quando o aluno não vê sentido ou aplicação prática naquilo que aprende, quais consequências isso pode ter na trajetória escolar?
Defourny: Se o ensino é muito descolado da vida ou das experiências das crianças elas mesmas desqualificam o ensino por sua falta de relevância. No momento de estudar o conhecimento científico, o professor tem que fazer o link entre a vida cotidiana e os materiais, o meio ambiente. O mundo está cheio de exemplos. As melhores formas de ensinar a ciência são aquelas que permitem colocar a mão na massa. Esse tipo de coisa permite avançar no pensamento mais complexo, de não limitar o mundo a uma realidade estreita.

ABr: Durante a abertura do seminário, os alunos que fizeram uma apresentação e disseram que queriam “uma educação que se pareça mais com a nossa geração”. É isso o que falta?
Defourny: Achei muito linda essa expressão, isso significa realmente uma educação que fala em nome de sua realidade. E a realidade de uma criança, hoje, no século 21, em Forteleza ou em outro lugar do mundo, tem pouco a ver com a educação de uma criança da Europa no fim do século 19 que foi a matriz do modelo, do tipo de sala de aula e de educação de hoje. Por isso é preciso uma transformação na educação para que ela seja muito mais próxima da realidade desses jovens, que incorpore elementos como a televisão, a internet e os videogames. Porque as crianças estão aprendendo muitas coisas com essas ferramentas, elas também são espaços de aprendizagem. Mas a escola não reconhece isso, trabalha pouco essas possibilidades.

ABr: E como deve ser essa escola do futuro?
Defourny: Dá para imaginar uma escola do futuro muito mais aberta. Fisicamente, sem as grades, mas também conceitualmente aberta para seu entorno, com aulas fora da sala de aula, seja para o ensino da ciência, da história ou da geografia. Incorporando a internet não só para as aulas de informática, mas para aproveitar essas ferramentas fantásticas que dão acesso a múltiplos conhecimentos com a reflexão.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Por que empresas têm medo de implementar ou de utilizar soluções OpenSource ?

Encontrei nesse último fim de semana com três amigos que juntos trabalham há mais de 4 décadas com TI , eles me contaram dos seus projetos pessoais e profissionais. O que me chamou a atenção foi o cancelamento de alguns projetos opensource em algumas empresas devido a 3 fatores:
  • Falta de conhecimento técnico para implementação do projeto ou sistema.
  • Erro no dimensionamento da infraestrutura montada para suporta.
  • Medo quando a possível falta de suporte em caso de problemas.
O terceiro fator foi o que me deixou mais intrigado, ainda há executivos com medo de implementar soluções OpenSource nas suas empresas pois não há uma empresa por trás do produto para culpar ?
Por incrível que pareça a resposta é sim, o mais interessante é que nesses mais de 11 anos em TI, eu já vivenciei coisas do tipo: Comprar o HTTPDServer da IBM ou da Oracle que são 99% baseados no HTTPD da Apache Fundation porque é by IBM ou by Oracle, dai em caso de problemas, a empresa abrirá um chamado no gigante vermelho ou no gigante azul. E digo-lhes que a solução em mais de 90% dos casos foi encontrada por um analista pesquisando no velho conhecido Google ou simplesmente, lendo os logs.
Monitoração é uma das áreas em TI que mais utilizam soluções OpenSource, seja pelo sistema operacional que irá suportar o ambiente, o software de monitoração e os plugins que serão utilizadas para coletar informações e gerar métricas para serem analisadas. Eu tive o prazer de implementar soluções complexas de monitoração utilizando soluções 100% opensource, na grande maioria dos casos utilizamos Nagios + Cacti, é incrível a quantidade de plugins e templates que ambas as soluções possuem, os fóruns, com novas dicas e templates são atualizados diariamente e qualquer dúvida que você colocar lá é respondida em no máximo 24 horas.
Já me deparei com o caso de ter que remover um sistema de monitoramento por completo de um ambiente porque o meu diretor quis implementar uma solução paga, solução essa que na época além de ser muito cara, não possuía uma série de features e agentes preparados para monitorar todo o ambiente, no final ficamos com uma monitoração que não funcionava.
Soluções de monitoração freeware demoram menos tempo para serem instaladas, configuras e colocadas em produção do que sistemas pagos. Eu demorei 3 dias para incluir a monitoração de uma rede com mais de 400 objetos utilizando Nagios do que com em um projeto pago, que só para instalar os softwares nos servidores foram necessários 3 dias, fora os patches de correção que levaram mais alguns dias para funcionarem. #maxfail :)
Grandes empresas de serviços de outsourcing tem na utilização de soluções opensource  uma forma de baratearem custos e seus preços, tornando-se mais competitivas e atraentes para os seus clientes, mas para isso, basta as empresas fazerem uma simples coisa, capacitar os seus profissionais, há duas formas para isso :
  • Contratando profissionais com experiência
  • Treinando os profissionais que já atuam na empresa com cursos ou na compra de livros
Poucas empresas no Brasil partem para segunda forma, eu sei de alguns casos como na Locaweb e na Google, mas a grande maioria das empresas partem para a primeira forma, contatar profissionais do mercado.
O Brasil precisa evoluir e rápido quanto a utilização de tecnologia opensource, precisamos participar ativamente no desenvolvimento de produtos e serviços que agreguem valor e que deem notoriedade a capacidade que o brasileiro tem.
Diretores e Gerentes de TI, parem de ter medo da tecnologia, ela veio para facilitar a sua vida e a dos que trabalham com vocês.

Alunos de superior em tecnologia encontram mercado aquecido

Quem opta por fazer um curso tecnológico tem pela frente, ao final de três anos, um diploma de curso superior e um mercado ávido para absorver os formandos. A demanda do mercado explica, em parte, a alta de 135% em seis anos no total de cursos de tecnologia oferecidos nos institutos federais.

Nas instituições particulares, que concentram mais de 80% das vagas, o crescimento foi ainda mais expressivo: 800% no mesmo período.

Segundo Francisco Borges, diretor acadêmico da Veris Faculdades, pela natureza prática do curso, os formandos dos superiores em tecnologia são disputados em momentos de retomadas econômicas, como o atual.

"O aluno não é necessariamente mais velho, mas é alguém que foi para a educação profissional, que conhece a área de atuação."

Aos 23 e formado em sistemas para internet, Pedro Teixeira já montou um negócio de vendas pela internet, foi descoberto por uma grande empresa de tecnologia da informação, mudou de emprego e comemora o fim da pós.

Sobre a sua opção de não fazer um bacharelado, justifica: "Procurei um curso que me desse uma formação bem focada no que eu queria". No ensino médio, Pedro estudou informática em um curso técnico --formação comum entre os alunos dos cursos superiores tecnológicos.

(Folha.com)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Posts Diversos

Visualização de Dados e Data Mining
Serious Games
  • Confira esses joguinhos brilhante: Machinarium (para o pensamento crítico, lógica) e Small Worlds, que é como explorar uma caverna @. [atravésBryanAlexander]
  • Há um projeto para usar o WoW "desenvolver um currículo para um programa pós-escolar ou do" clube "de risco alunos no meio e / ou ensino médio. Este programa poderia usar o jogo World of Warcraft, como um ponto focal para explorar Escrita / Alfabetização, Matemática, Cidadania Digital, segurança on-line, e teria inúmeros projetos / aulas destinadas a desenvolver habilidades do século 21. "Leia mais sobre isso na wiki WoWinSchool.
  • Tabula Digita estará lançando em breve um novo jogo, desta vez chamada Dimensão L e projetado para ensinar habilidades de alfabetização.
  • Crescer Vale: Um jogo sobre o pensamento sobre o futuro e como vamos chegar a um high-tech futurista da sociedade. (Clique em Inglês e ter certeza de que realmente ler as instruções)
  • "Com" gamification, "as empresas de estudos e identificar tendências naturais humanos e ao emprego, como mecanismos de jogo para dar aos clientes a sensação de que eles estão se divertindo enquanto trabalha em direção a uma meta baseada em recompensas." Dos Play to Win: A Economia Baseada no jogo [via @HoppingFun e @amyjokim]
Futuring